Vêm aí as eleições para o Parlamento Europeu. O interesse por essas eleições é baixo. Logicamente a abstenção costuma ser muito alta.  A União Europeia está num frangalho. Nota-se a falta de coesão dos vários países. Sobressai o jogo de interesses não só dos países entre si mas também dos Eurodeputados. Os partidos tradicionais parecem esgotados. Surgem novos partidos, contraditórios entre si, acusando-se mutuamente de serem ora da extrema esquerda ora da extrema direita. É de notar que novas gerações, com novas mentalidades, já tomam nas mãos o futuro da Europa.

Nenhum corpo pode viver sem alma. A União Europeia renegou a sua alma que era o cristianismo. Mesmo nos países de grande tradição democrática, a confissão religiosa mais odiada e perseguida, é a Igreja Católica, ora de maneira ostensiva ora sub-repticiamente.

A razão principal não é a pedofilia de alguns padres e bispos. É sobretudo o eterno choque entre os valores do evangelho e a predominância da libertinagem expressa de maneiras diferentes. A isto a Igreja, para não renegar a Cristo terá que continuar a proclamar: não podemos deixar de falar, sob pena de ela própria se suicidar.