Esta frase e outras equivalentes eram frequentemente citadas pelos Padres da Igreja. Ao nascer, o ser humano já traz consigo, pela sua razão, uma centelha divina.

Todavia, pelo mistério da Encarnação, a pessoa humana  foi divinizada, sendo elevada à categoria de verdadeiro filho de Deus. É verdade que haverá sempre uma diferença entre a filiação de Jesus e a nossa, dado que Cristo, desde toda a eternidade, faz parte da Santíssima  Trindade, mas também é verdade que o Filho de Deus ao fazer-se Filho do homem introduziu-nos no seio deste mistério.Isto torna-se mais claro, à luz da ressurreição do Senhor. Ao regressar ao seio do Pai não levou apenas a sua “alma”. Duma forma misteriosa que ultrapassa a nossa razão levou consigo a totalidade de si próprio. S. Paulo repetirá: “com Cristo morrestes e com ele ressuscitastes”.
Os ateus afirmam que o homem é que é Deus. Talvez a maior parte dos cristãos também não tenha consciência disso. “Mas verdade do Senhor permanece eternamente”. Com toda a razão, o Papa Francisco nos recordou que é preciso voltar a colocar a pessoa humana no centro da Igreja e em todas formas de humanismo.