O escritor francês, Bernanos*, no seu célebre livro, “Diário de um Cura de Aldeia”, perscrutou, com genialidade e acerto, o que vai na alma dum padre a pastorear uma paróquia duma hipotética região rural. Aí retrata o que vai no interior desse sacerdote. Tudo se reduz a uma dramática luta entre o bem e o mal, havendo derrotas e vitórias, muitas interrogações e dúvidas, tudo caldeado com sofrimento íntimo. O padre, fundamentalmente, mantem-se fiel, vencendo o duro combate. Esse romance, muito lido por padres e leigos católicos dos meados do século o XX, vai-se desenrolando, de modo a retomar, em tom menor, a afirmação final: tudo é graça.

A afirmação tem a sua raiz em muitas passagens da Bíblia e dos mais célebres teólogos. A palavra graça pode ser vista em muitas direções. No romance significa que tudo é dom de Deus. Trata-se dum livro intemporal.

Tudo é dom de Deus. Agarrados à mão de Cristo, venceremos.