Numa solene sessão académica, uma Teóloga foi elencando, com muita erudição, fazendo citações de Papas, bispos e do Concílio e apontando a inserção gradual da mulher nos mais diversos cargos, da base até à cúpula.
Não tenho nada a opor, antes pelo contrário, mas com duas condições: que não se trate duma mera promoção humana e académica e que à competência se alie o espírito evangélico e apostólico.
Na Igreja de Jesus Cristo. Todos os membros da Igreja, homens ou mulheres, padres ou leigos, remunerados ou não, não podem colocar de lado o espírito de serviço. O próprio Cristo veio “para servir e não ser servido”
Tive pena que a referida conferencista se esquecesse da vocação principal da mulher, enquanto tal, vocação biológica e psicológica e cristã, tanto mais que o Advento põe em relevo a maternidade da Bendita entre todas as mulheres.
Descansem, não pretendo o regresso da mulher apenas aos trabalhos domésticos ou dona de casa.
A sociedade moderna desvalorizou e banalizou a maternidade. 
Conheço muito bem as dificuldades das mulheres em concretizar a sua maternidade. Também conheço bastantes que podiam ser mães e não querem.
Duma mulher nasceu Cristo e continuam a nascer outros cristos.—Não dizemos nós que o cristão é outro Cristo?