As voltas que o mundo dá

 

Sou da época do império soviético. Após a segunda grande guerra, formaram-se dois grandes blocos a nível mundial. Um debaixo do chapéu da Rússia, União soviética, e outro com a cobertura dos Estados Unidos. Milhões de pessoas, não apenas cristãs, foram fuziladas ou mandadas para campos de “reeducação” os gulags sobretudo por Stalin. Ficaram tristemente célebres esses campos de trabalhos forçados e de morte. As vítimas do comunismo, em número, foram iguais ou superiores às do nazismo.

Com o Papa Paulo VI, foi-se dando uma aproximação e um certo degelo. O ministro do Negócios Estrangeiros, Molotov, foi recebido pelo Papa. A ideologia marxista era considerada “científica”, mesmo em Portugal, justificando toda crueldade e morte dos “inimigos do povo”

A partir da segunda metade da década de 1980, a URSS passou a sofrer um colapso do seu modelo político-económico. A partir da queda do muro Berlim, em 9 de novembro de 1989, o Império soviético esmoronou-se. Como afirmou Ramalho Eanes, há pouco, não apareceu o homem novo, mas o homem russo. Esse povo tem uma alma profundamente religiosa e até mística.

Por ironia, os países mais ateus agora são os ocidentais. São estes, quede forma subtil e venenosa, procuram não só infiltrar mas também impor o “homem novo”, através dum marxismo burguês.

Tenho reparado que Francisco parece não sentir vontade de visitar os países ocidentais. Duvido até que seja muito desejado. Estarei enganado?