O Papa Francisco convidou os teólogos e liturgistas a reverem a terminologia usada para falar da vida eterna.
Quando morre uma pessoa, os cristãos e até os não crentes interrogam-se sobre o que acontece, depois da passagem pela porta estreita da morte.
O celebrante ou passa ao lado, temendo a sensibilidade da cultura moderna ou emprega uma linguagem vaga, monótona ou mesmo triste.
O Papa cita dois exemplos a seguir:
S. Gregório de Nisa, bispo na Capadócia. Este grande teólogo “concebia a vida uma condição existencial não estática, mas dinâmica e viva”
S. Tomás de Aquino que sublinhava que a vida eterna se cumpre na união do homem com Deus.
O Papa lembra ainda o que afirmamos no credo: “creio na ressurreição da carne e na vida eterna” que refletem a esperança cristã e o futuro glorioso de uma salvação eterna.”
Em primeiro lugar, importa questionar os cristãos que vão repetindo estas palavras talvez de modo ronceiro na missa dominical. Acreditamos com fé viva no que estamos a proclamar?
Se não acreditamos estamos implicitamente a negar todo o cristianismo. Isto já o afirmava S. Paulo: “Como é que alguns cristãos se atrevem a negar a ressurreição? Se não ressuscitamos, também Cristo não ressuscitou e então somos os mais miseráveis dos homens…”
É evidente que essa ressurreição não pode ser entendida como um regresso dos cadáveres  a esta vida natural.