Santa Isabel, padroeira da cidade Coimbra

 

Durante muitos anos, nunca liguei a esta figura. Como a fé cristã é cristocêntrica, para mim, era mais santa menos santa, não obstante tratar-se duma figura ligada à história de Portugal.

Era muito nova quando casou com D. Dinis que também tinha apenas 19 anos. Numa determinada altura, comecei a admirar esta mulher, não tanto como santa que o foi, mas sobretudo como esposa, mãe e mulher que se meteu na política daquele tempo. Seu marido era mulherengo como diz o povo. Alias quase todos os reis o foram. Ela nunca abandonou o marido. Se fosse hoje talvez o fizesse, dizendo, não deu. A sua vida de rainha, mulher casada e mãe foi atribulada.

Hoje quer os homens quer as mulheres não estão dispostos a encarar no casamento a dificuldade de se aceitarem um ao outro e desculparem-se mutuamente depois duma zanga. Por isso não casam. Acasalam-se como os pássaros. Em boa parte dos que casam, surge o divórcio expresse. Rimo-nos com estas modas atuais. Pensando bem, não é caso para rir. O facto de não casar traz ainda mais dificuldades, embora não o digam. Quando há filhos menores, estes, balanceando da casa da mãe para a do pai e vice-versa, também sofrem e muito, ficando geralmente com graves traumas. Isabel meteu-se na política, sobretudo para reconciliar D. Dinis com o príncipe herdeiro, evitando assim uma guerra civil.