“Muitas vezes, quando choram e têm esta angústia, aconselho-as: ‘O teu filho está no Céu, fala com ele, canta-lhe a canção de embalar que não pudeste cantar’. Aí encontramos um caminho de reconciliação da mãe com o filho. Com Deus já está, o perdão, Deus perdoa sempre”.
 
Francisco sublinhou que mensagem da misericórdia é “para todos, inclusive para quem está em gestação”, referindo que já se encontrou com mulheres arrependidas de terem abortado.
 
“Uma mulher, quando pensa naquilo que fez… Para dizer a verdade, é preciso estar no confessionário. E aí devemos consolar e não castigar, nada disso. Por isso, abri a possibilidade da absolvição do aborto, por misericórdia”, declarou.
 
O Papa foi ainda questionado sobre uma alegada oposição da Igreja Católica à educação sexual nas escolas, tendo respondido que é apenas contrário à “colonização ideológica”, nesta matéria.
 
“O sexo, como dom de Deus, precisa de educação”, para que se possa “tirar o melhor da pessoa”, acrescentou.
 
Francisco admitiu que algumas famílias “não sabem como fazer”, pelo que a escola acabar por “suprir” essa falha.
 
“Caso contrário, fica um vazio que vai ser preenchido por uma qualquer ideologia”, concluiu.
 
OC